quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Esta casa tem história


Gosto de contemplar esta casa. Nem tanto pela sua arquitetura, mas pelo valor sentimental que dela inala. Meu avô Pedro Pereira, que não conheci, ali viveu e teve o aviso na sua biblioteca de que partiria atraves de um beija-flor tesourão, que segundo minha avó, o passarinho fez um sinal semelhante a uma cruz e ele disse a ela: "VOU MORRER AUTA", e no outro dia morreu. E Deus levou para o seu lado. Lá também viveu por muito tempo a minha avó, pessoa ímpar que eu amo muito. O seu corpo se foi, mas o espírito está aqui entre nós, e eu sinto toda vez que lembro de algo, do cuidado que ela tinha conosco, filhos de meu pai. Certa vez, já depois de dez anos da sua passagem, em uma confraternização na CAERN, sem perceber coloquei no prato uma porção de arroz doce feito por dona Marli Aires, e me veio exatamente o sabor do arroz doce de vovõ Auta. Chorei. Karine também faz um feijão bem parecido com o dela. Lá nesta casa também nasceu o meu pai, o único a nascer em São Tomé, os demais nasceram em Currais Novos. Hoje o pessoal de tia Auda cuida e muito bem da casa. Em síntese, eu creio que esta casa tem algo incomum.

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